Manifesto pelo regresso do ciclismo

 Todas  as  medidas  que  fazem  da  Volta a  Portugal  um  evento  Nacional  seguro

 

 

TODAS AS MEDIDAS QUE FAZEM DA VOLTA A PORTUGAL UM EVENTO SEGURO

 

A Direção-Geral da Saúde, autoridade máxima sanitária em Portugal, reconheceu a qualidade do plano de contingência para a realização da Volta a Portugal, proposto pela Federação Portuguesa de Ciclismo.

Medidas preventivas para a realização da Volta a Portugal

A situação de pandemia e o princípio da precaução obrigam à tomada de medidas especiais para a realização de grandes eventos. Entre as propostas da FPC para a Volta a Portugal, aprovadas pela DGS, encontram-se as seguintes medidas:

- Todos os atletas, equipas técnicas e staff devem realizar um teste para SARS-CoV-2 na véspera do confinamento em coorte de 14 dias, e ainda 24 horas antes do início da prova (28 de julho).

- A Volta a Portugal em Bicicleta terá um médico-coordenador, responsável por zelar pelo cumprimento do plano médico-desportivo e sanitário, articulando e coordenando os demais elementos médicos, de socorro e sanitários do evento, pugnando pela prioridade das medidas de saúde estabelecidas pela Autoridade de Saúde Nacional.

- Serão instalados em todas as partidas e chegadas das etapas postos de avaliação médico-sanitária, de forma a promover a verificação do estado de saúde em questão de sinais/sintomas associados à COVID-19, e a prevenir transmissão e conter casos suspeitos antes de iniciar a competição desportiva.

- Nas partidas e chegadas existirão duas áreas de acesso restrito a pessoas credenciadas, contribuindo para a formação de ?bolhas sanitárias?. À Zona 0 apenas poderão aceder corredores, um número de limitado de elementos de staff técnico das equipas, forças de segurança, jornalistas e elementos com funções indispensáveis à realização do evento. O acesso à Zona 1 está limitado a pessoas credenciadas como patrocinadores, convidados, comunicação social e logística. Separa-se, assim, os elementos ligados à parte desportiva/competitiva dos demais credenciados. Nas Zonas 0 e 1 será obrigatório o uso de máscara de proteção certificada.

- Serão criados mecanismos de limitação de acesso do público às áreas de partida e chegada das etapas. Os pontos de interesse durante as etapas (metas intermédias) serão colocados em locais de menor concentração populacional, contribuindo para menores ajuntamentos populares.

- A distância das etapas e o número máximo de participantes sofrerão cortes face aos limites máximos regulamentares.

- Todas as equipas deverão ter no staff um médico, responsável pela aplicação das normas sanitárias no seio da equipa e pela ligação ao médico coordenador do evento.

- As equipas estrangeiras presentes, além da exigência anterior, terão de comprovar a realização de testes à SARS-Cov-2 a todos os elementos da equipa (ciclistas e staff) com resultado negativo no máximo até 5 dias antes de entrarem em Portugal.

- A organização será responsável pela distribuição das equipas pelas unidades hoteleiras, baseando-se na Orientação 008/2020 da DGS, limitando o número de equipas na mesma unidade de alojamento e criando corredores de circulação que permitam afastar os membros das equipas dos restantes hóspedes.

Consulte o Plano Sanitário com todas as medidas AQUI

Consulte o Parecer Técnico da DGS AQUI

 

 

MANIFESTO PELO REGRESSO DO CICLISMO

 

 

 

 

O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Delmino Pereira, reuniu-se com o presidente da Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais (APCP), Paulo Couto, e com os nove membros da Direção da APCP representantes dos corredores das equipas continentais. Desse encontro resultou a necessidade de a competição velocipédica retomar a atividade o mais rapidamente possível, de forma a salvaguardar os direitos dos ciclistas profissionais. Nesse sentido, foi redigido este manifesto.

 

 

Tendo em conta que o ciclismo é um desporto de ar livre, modalidade individual e sem contacto;

 

 

Tendo em conta que a Federação Portuguesa de Ciclismo foi das primeiras federações desportivas a apresentar à tutela um plano de contingência para o regresso da competição em condições de segurança sanitária, tendo o mesmo recebido elogios da Direção-Geral da Saúde;

 

 

Tendo em conta que o verão é a época alta do ciclismo e que a Volta a Portugal é um evento crucial para o futuro do ciclismo profissional no país, devendo manter-se na atual categoria internacional e na data prevista;

 

 

Tendo em conta que a realização da Volta a Portugal, ainda que sob rigorosas medidas sanitárias, é um evento de complexa logística organizativa, que carece de um período exigente de preparação por parte das equipas, dos corredores e da entidade organizadora;

 

 

Tendo em conta que a retoma da atividade é essencial para as equipas darem o retorno aos patrocinadores que garante o financiamento das estruturas profissionais e os postos de trabalho dos ciclistas portugueses;

 

 

Os signatários deste manifesto, representantes do ciclismo profissional português, reivindicam que o regresso das competições velocipédica, incluindo a Volta a Portugal, seja aprovado pelo Governo com a maior brevidade, de forma a garantir a criação de um calendário competitivo, a iniciar-se no princípio de julho, de modo a:

 

 

1) Garantir o regresso dos ciclistas à sua atividade profissional, assegurando os salários e o futuro de todos, em risco por cada dia a mais de inatividade desportiva;
2) Permitir o acerto de todos os pormenores organizativos e sanitários em eventos de menor dimensão logística, de modo a assegurar que tudo se desenrola como previsto durante a Volta a Portugal;
3) Dar confiança a todos os intervenientes e parceiros quanto à viabilidade do recomeço da época desportiva de ciclismo de 2020, uma vez que, pela natureza desta modalidade, ao contrário da maioria das demais, a próxima temporada não começa já no final do verão, mas apenas no próximo ano. Só assim será viável a manutenção dos postos de trabalho do ciclismo profissional em Portugal.

 

 

Os signatários,

 

 

Delmino Pereira, Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo
Paulo Couto, Presidente da Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais
Rui Vinhas, representante dos ciclistas da W52-FC Porto
Frederico Figueiredo, representante dos ciclistas do Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel
Joaquim Silva, representante dos ciclistas da Miranda-Mortágua
Bruno Silva, representante dos ciclistas da LA Alumínios-LA Sport
Gonçalo Amado, representante dos ciclistas do Feirense
João Benta, representante dos ciclistas da Rádio Popular-Boavista
João Matias, representante dos ciclistas do Aviludo-Louletano
Luís Mendonça, representante dos ciclistas da Efapel
Luís Gomes, representante dos ciclistas da Kelly/InOutBuild/UDO

 

Logo_FPC_horizontal_transparenteCOVID19, Coronavirus disease, corona virus, Concept Picture about epidemic in the World

NOTÍCIAS

Suspensão de atividade velocipédica prorrogada“O

Últimas  sobre o  Covid 19 FPC.

https://www.fpciclismo.pt/ficheiros/2020/task_force_uvp-fpc_sars-cov_draft_treino.pdf

Recomendações  da  FPC

https://www.fpciclismo.pt/pagina/recomendacoes-covid-19#

 

Governo, ao abrigo da Lei de Bases da Proteção Civil, vem declarar a situação de calamidade, estabelecendo, entre outros, a fixação de limites e condicionamentos à circulação e a racionalização da utilização de serviços públicos”, lê-se na resolução do conselho de ministros, publicada esta sexta-feira.RELACIONADASO novo estado vem acompanhado de um elenco menos intenso de restrições, suspensões e encerramentos, mas mantém o dever cívico de recolhimento domiciliário.Os cidadãos devem, por isso, “abster-se de circular em espaços e vias públicas, bem como em espaços e vias privadas equiparadas a vias públicas, e permanecer no respetivo domicílio”.No entanto, há várias exceções, sendo autorizadas deslocações que visam:

  1. a) Aquisição de bens e serviços;
  2. b) Deslocação para efeitos de desempenho de atividades profissionais ou equiparadas;
  3. c) Procura de trabalho ou resposta a uma oferta de trabalho;
  4. d) Deslocações por motivos de saúde, designadamente para efeitos de obtenção de cuidados de saúde e transporte de pessoas a quem devam ser administrados tais cuidados ou dádiva de sangue;
  5. e) Deslocações para acolhimento de emergência de vítimas de violência doméstica ou tráfico de seres humanos, bem como de crianças e jovens em risco, por aplicação de medida decretada por autoridade judicial ou Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, em casa de acolhimento residencial ou familiar;
  6. f) Deslocações para assistência de pessoas vulneráveis, pessoas com deficiência, filhos, progenitores, idosos ou dependentes;
  7. g) Deslocações para acompanhamento de menores:
  8. i) Em deslocações de curta duração, para efeitos de fruição de momentos ao ar livre;
  9. ii) Para frequência dos estabelecimentos escolares e creches, ao abrigo do n.º 1 do artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 10-A/2020, de 13 de março, na sua redação atual;
  10. a) Deslocações a bibliotecas e arquivos, bem como a espaços verdes e ao ar livre em museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos ou similares;
  11. b) Deslocações para efeitos de atividade física e prática desportiva individual e ao ar livre, incluindo náutica ou fluvial;
  12. c) Deslocações para a prática da pesca de lazer;
  13. d) Deslocações para visitas a jardins zoológicos, oceanários, fluviários e afins;
  14. e) Deslocações para participação em ações de voluntariado social;
  15. f) Deslocações por outras razões familiares imperativas, designadamente o cumprimento de partilha de responsabilidades parentais, conforme determinada por acordo entre os titulares das mesmas ou pelo tribunal competente;
  16. g) Deslocações para visitas, quando autorizadas, ou entrega de bens essenciais a pessoas incapacitadas ou privadas de liberdade de circulação;
  17. h) Deslocações para participação em atos processuais junto das entidades judiciárias ou em atos da competência de notários, advogados, solicitadores e oficiais de registo;
  18. i) Deslocação a estabelecimentos, repartições ou serviços não encerrados no âmbito do presente regime;
  19. j) Deslocações de curta duração para efeitos de passeio dos animais de companhia e para alimentação de animais;
  20. k) Deslocações de médicos-veterinários, de detentores de animais para assistência médico-veterinária, de cuidadores de colónias reconhecidas pelos municípios, de voluntários de associações zoófilas com animais a cargo que necessitem de se deslocar aos abrigos de animais e serviços veterinários municipais para recolha e assistência de animais;
  21. l) Deslocações por parte de pessoas portadoras de livre-trânsito, emitido nos termos legais, no exercício das respetivas funções ou por causa delas;
  22. m) Deslocações por parte de pessoal das missões diplomáticas, consulares e das organizações internacionais localizadas em Portugal, desde que relacionadas com o desempenho de funções oficiais;
  23. n) Deslocações necessárias ao exercício da liberdade de imprensa;
  24. o) Retorno ao domicílio pessoal;
  25. p) Deslocações para outras atividades de natureza análoga ou por outros motivos de força maior ou necessidade impreterível, desde que devidamente justificados.

Resolução do Conselho de Ministros n.º 33-A2020

SUSPENSÃO DE ATIVIDADE VELOCIPÉDICA PRORROGADA
 A Federação Portuguesa de Ciclismo, fortemente empenhada no esforço global para conter a proliferação de COVID-19, prolonga até 31 de maio a suspensão do calendário velocipédico, anteriormente parado até 3 de abril. É uma decisão que decorre das diretrizes das autoridades Estado português e é coerente com a decisão da UCI no que respeita a todo o calendário internacional da modalidade.
 
São afetadas pela suspensão perto de 200 competições e outros eventos velocipédicos, de âmbito internacional, nacional e regional, de todas as vertentes da modalidade.
 
“Vivemos um tempo em que temos de manter o rigor, a determinação e a paciência no cumprimento das medidas de combate à pandemia. Mas o que nos move é a paixão pelo ciclismo e trabalhamos diariamente, ouvindo diferentes parceiros, para conseguirmos dar a volta por cima. Queremos que o ciclismo seja um parceiro ativo na recuperação económica do país, contribuindo para devolver a rua e a alegria aos portugueses e para dinamizar economicamente todo o território, assim que seja possível retomar em segurança a atividade”, afirma o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Delmino Pereira.
 
A Federação mantém contactos permanentes com toda a comunidade, ouvindo Associações Regionais, organizadores, clubes e ciclistas, no sentido de avaliar em permanência a situação para que, cumprindo as determinações das autoridades nacionais, seja possível preparar o regresso à atividade.
 
No âmbito do ciclismo profissional, a Federação Portuguesa de Ciclismo criou um serviço de atendimento, de modo a prestar todas as informações técnicas e legais para ajudar as equipas e os corredores a vencerem as dificuldades colocadas pela paragem da atividade económica.
 
De momento, o dever geral é de recolhimento e de isolamento social. Há, no entanto, a possibilidade de os ciclistas com contrato profissional e/ou estatuto de alto rendimento treinarem na via pública. Se optarem por este tipo de treino devem fazê-lo sozinhos e nunca em grupo.
 
Os cidadãos comuns podem fazer pequenas saídas para exercício físico. Também aqui a bicicleta pode ser usada de forma responsável, por curtos períodos e sempre de forma individual.
 
Por fim, recordamos que a bicicleta é uma alternativa de transporte para aqueles que precisam de deslocar-se para o trabalho.
 
As apólices de seguros de acidentes pessoais e de responsabilidade civil inerentes à licença da Federação Portuguesa de Ciclismo mantêm-se ativas, desde que a prática seja efetuada dentro do enquadramento legal em vigor.
 

COVID-19 – Medidas Excecionais (Trabalhadores)

Guia COVID – Apoios_01042020 

Decreto_Governo_Estado_Emergencia

Estado Emergência COVID 19 – comunicado

Recomendações UVP-FPC SARS-COV-2 (3 atualização)